Abrigo Amigo: pontos de ônibus terão telas e internet para ampliar segurança

Os vereadores aprovaram nesta segunda-feira (28), em segunda discussão, com substitutivo da CLJR(Comissão de Legislação, Justiça e Redação), o projeto de lei 36/2026, que institui o Programa “Abrigo Amigo”, com diretrizes para a implantação, modernização e padronização de abrigos em pontos de…

Os vereadores aprovaram nesta segunda-feira (28), em segunda discussão, com substitutivo da CLJR(Comissão de Legislação, Justiça e Redação), o projeto de lei 36/2026, que institui o Programa “Abrigo Amigo”, com diretrizes para a implantação, modernização e padronização de abrigos em pontos de parada do transporte coletivo urbano, em observância aos princípios da acessibilidade universal, sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e segurança dos usuários. A proposta é de autoria de Marco Bicheiro (PSDB).

O texto votado em plenário traz entre os objetivos do programa assegurar acessibilidade às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; promover conforto e proteção aos usuários do transporte coletivo; incentivar a adoção de soluções sustentáveis e ambientalmente responsáveis; fomentar a utilização de recursos de tecnologia da informação voltados à comunicação e segurança; melhorar a experiência dos usuários do transporte coletivo; e contribuir para a mobilidade urbana eficiente e inclusiva.

O substitutivo aprovado prevê que os abrigos integrantes do Programa deverão observar diretrizes relacionadas à acessibilidade universal; à sustentabilidade ambiental; à adoção de tecnologias de informação compatíveis com o interesse público; e à segurança e à comodidade dos usuários.

Segundo Bicheiro, a iniciativa privada por trás do projeto é liderada por uma empresa de mídia urbana, em parceria com uma operadora de celulares, e funciona sem custos para os cofres municipais, com geração de receita por meio de anúncios nos painéis eletrônicos. “Na prática, os pontos de ônibus comuns são substituídos por abrigos inteligentes equipados com telas digitais de alta definição, câmeras, microfones e conexão de internet móvel”, disse.

O vereador explicou que o sistema funciona das 20h às 5h, período considerado de maior isolamento e insegurança nas ruas. O acionamento é feito por meio de um botão físico. “A pessoa, especialmente mulheres que estejam sozinhas ou em situação de vulnerabilidade, pode pressioná-lo e interagir com a tela. Uma videochamada em tempo real é iniciada com uma central de atendimento composta majoritariamente por mulheres treinadas, que conversam com a usuária e fazem companhia até a chegada do ônibus”, explicou.

Em caso de identificação de uma ameaça real, a central pode acionar a polícia ou os serviços de emergência.

Para se tornar lei, o texto precisa ser sancionado pelo prefeito Helinho Zanatta (PSD) e, na sequencia, ser publicado no Diário Oficial do Município de Piracicaba.