Sexta-Feira, 19 de Julho de 2019

11/4/2019 - Piracicaba - SP

Prefeitura fará primeiro pagamento para aprovados no Preservando o Futuro




da assessoria de imprensa da Prefeitura de Piracicaba

A Prefeitura de Piracicaba fará o primeiro pagamento para 12 proprietários rurais da microbacia do ribeirão dos Marins e do ribeirão Congonhal, que participam do Programa Municipal de Pagamento por Serviços Ambientais Preservando o Futuro (PSA Piracicaba). Serão repassados R$ 48.891,80 aos produtores rurais que atenderam aos quesitos estabelecidos na legislação. A entrega simbólica do cheque aconteceu na tarde de hoje, pelo prefeito Barjas negri, em seu Gabinete, com a presença dos produtores, de autoridades e de representantes de instituições rurais.

 

Prefeito entregou  cheque simbólico aos produtores rurais contemplados pelo PSA na tarde de hoje, 09/04

As propriedades beneficiadas atenderam aos seguintes requisitos: presença do saneamento ambiental, com coleta e destinação correta de águas servidas e dos resíduos sólidos produzidos na propriedade; adoção de práticas conservacionistas do solo para evitar erosão e promover a recarga dos mananciais de água, e implantação, recuperação e manutenção da vegetação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e dos maciços florestais da propriedade.

Em 2018 foram protocolados 20 projetos de propriedades rurais para o programa: 19 localizadas na microbacia do Ribeirão dos Marins e uma no Ribeirão Congonhal, indicadas como microbacias prioritárias, além do Córrego Tamandupá e Paredão Vermelho, de acordo com as diretrizes da Lei Municipal 8.013/2014 e do Decreto Municipal 17.218/2017.

Após as etapas de análise documental e vistorias técnicas às propriedades, foram aprovadas 12 para o recebimento de recursos financeiros os projetos ambientais de Vanderlei Baesteiro Sanchez, Marcelo Fernando Ferezini, Irineu Razera, Klever José Coral, Emílio Arthur, Carla Regiane Puppin, Anivaldo Pedro Cobra, Associação Aliança de Misericórdia, Antonio José Chierigatto, Pedro Ildeberto Polizel, Sirlei do Carmo Marchi e João David Pavani, totalizando R$ 48.891,80. Neste ano, no Orçamento da Prefeitura, estão reservados R$ 250 mil.

 

O produtor Pedro Polizel aponta para a fossa séptica instalada em sua propriedade: exemplo de sustentabilidade

Para o secretário de Defesa do Meio Ambiente, José Otávio Menten, a iniciativa do prefeito Barjas Negri valoriza o trabalho dos agricultores. "É importante que a sociedade, cada vez mais urbana, reconheça a contribuição dos produtores rurais na melhoria da qualidade de vida de toda a sociedade. É no meio rural que se produz água em quantidade e com qualidade”, analisa.

O vereador José Longatto trabalha há muito tempo para a concretização do PSA e comemora. “Buscamos esse projeto em Extrema (MG) e tentamos, ao longo de 15 anos, implementar aqui. O prefeito Barjas Negri, com sua visão, acabou abraçando a causa e quem ganha é a cidade de Piracicaba. Só posso agradecer”, ressalta Longatto.

A ordem de prioridade para os pagamentos foi estabelecida de acordo com o Decreto 17.218/2017, e os projetos e análise técnica foram validados pela Unidade Gestora de Projetos (UGP/PSA) e pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (Comder). O PSA é coordenado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sema), com o apoio de equipe multidisciplinar composta por técnicos da Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Sedema), do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) e do Instituto de Pesquisas e Planejamento (IPPLAP).

O secretário da Sema, Waldemar Gimenez, destaca que o PSA é um programa de preservação do meio ambiente de grande alcance, com foco nas nascentes e nas áreas de reserva legal. “Piracicaba tem uma vasta extensão rural, com centenas de nascentes e com a perspectiva de reservação de água para futuro abastecimento do município. O PSA é um incentivo ao pessoal do campo que já enfrenta grandes problemas na labuta do dia a dia”, observa

EXEMPLOS - Uma das propriedades escolhidas, a da Associação Aliança da Misericórdia, é mantida pela Igreja Católica e fica na rodovia Piracicaba-Anhumas, na microbacia do ribeirão dos Marins. O sítio, que serve de lar temporário e de recuperação para 110 pessoas, muitas que estavam em situação de rua, tem oito alqueires. É, em grande parte, sustentável, por conta da horta, criação de porcos e galinhas. Sua produção de verduras, legumes e também de frutas, tudo orgânico, abastece a casa e tem parte vendida nos varejões da Paulista e Central, tudo com certificação.

 

 Fabiana Ferreira da Silva Bispo e Willian Rogers da Silva Bispo da Associação Aliança da Misericórdia

“Comercializamos alface, rúcula, salsa, coentro, tomate, manga, jaca, entre outras coisas”, explica Willian Rogers da Silva Bispo, que administra a Associação, que tem como representante legal sua esposa, Fabiana Ferreira da Silva Bispo. A sustentabilidade também se dá no tratamento do esgoto gerado no sítio, por meio de uma estação elevatória, além do trabalho de reciclagem de materiais.

De acordo com Willian e Fabiana, a verba do PSA veio em boa hora e tem destino certo. Com ela, será construído um barracão com baias para armazenar o material reciclável e feita a recuperação da vegetação em uma área degradada de aproximadamente 3 hectares do sítio.

Pedro Polizel tem um sítio também na bacia do ribeirão dos Marins, na Piracicaba-Anhumas. A propriedade da família foi comprada pela bisavô, que a adquiriu depois de trabalhar nas terras de Prudente de Moraes, no século 19 ainda. O sítio de 55 hectares, onde tem pomar, cana e pasto, abriga uma nascente, efluente do ribeirão.

interna Atendidos na Alianca da Misericordia cultivam horta organica 1

Atendidos cultivam horta comunitária no sítio da Associação Aliança da Misericórdia

Polizel fez sua parte para preservar essa água com o plantio de 2.000 mudas de árvores nativas, construção de tanques que reservam a água e o isolamento da área do gado, com a instalação de cercas. Fora isso, ele também construiu uma fossa biodigestora, com três tanques de 1.000 litros, que trata o esgoto sanitário de forma eficiente, com zero de poluição, e ainda produz fertilizante.

Com o que vai receber do PSA, Polizel e sua família vão melhorar a cerca e refazer as curvas de nível. “Com essas ações a gente protege a nascente contra o gado e contra a erosão”, explica Polizel.



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