Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2020

Victor Barboza

Victor Barboza é fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa e atua com Educação Financeira e Gestão Financeira de pequenos negócios

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Os investimentos da década



Mais uma década se foi. Entre 2010 e 2019 tivemos dez anos marcados no cenário externo pela recuperação da crise econômica de 2008 e, no cenário interno, tivemos uma série de acontecimento que movimentaram a economia e a política. E, claro, tudo isso acabou tendo grande interferência no mundo dos investimentos.

Cenário Externo

Vamos começar pelo cenário externo. A crise econômica de 2008 foi responsável por deixar muita gente de cabelo em pé. Bancos quebrando, empresas sofrendo, desemprego e países entrando em colapso foram os pontos negativos. Porém, em paralelo a isso, nascia o Bitcoin. Apesar de sua criação em 2008, e seu lançamento em 2009, foi a década seguinte que trouxe o grande crescimento da criptomoeda.

Para você ter noção do crescimento, de acordo com um relatório do Bank of America Securities, quem investiu US$ 1 em Bitcoin em 2010 teria hoje US$ 90.026. Esta valorização de 9.002.500% dá ao Bitcoin o título de investimento mais rentável da década. Porém, não se esqueça que a criptomoeda teve várias altas e baixas, características de um ativo de renda variável.

Enquanto o Bitcoin teve a maior valorização da década, a maior desvalorização foi do Kyat, moeda de Mianmar, com US$ 1 comprado em 2010 valendo hoje cerca de US$ 0,004.

No mercado de ações, o destaque ficou para as ações dos EUA, com rendimento de 246%. A pior posição ficou para a Grécia, com queda de 93%. No Brasil, o Ibovespa cresceu 57%.

Cenário Interno

O Uol fez um levantamento comparando os principais investimentos da década aqui no Brasil. O campeão foi o ouro, com 234%.

Na segunda posição aparece o Certificado de Depósito Interbancário, o CDI, taxa usada em diversas aplicações da renda fixa. Apesar da taxa terminar a década puxada para baixo, por conta da Selic, em boa parte da década as taxas de juros estavam elevadas, o que resultou num crescimento total de 153%.

Na terceira posição aparece o dólar com 142%. Na quarta posição aparece mais um investimento de renda fixa: a Caderneta de Poupança, com valorização de 88%, mais um ativo que teve um valor acumulado expressivo, mesmo com o fechamento da década com índices baixos.

Na quinta posição aparece mais uma moeda, o Euro, com valorização de 85%. E em sexto lugar, aparece o Ibovespa, com 57%. Neste caso, vemos o oposto dos ativos de renda fixa, que tiveram bons resultados mas fecharam a década com taxas mais baixas. No caso das ações, a bolsa começou a se aquecer no final da década.

Para você ter um parâmetro, a inflação da década (IPCA), foi de 74%. Isto mostra que o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores brasileira perdeu para a inflação, o que mostra um ganho real negativo. Isso mostra que, apesar de não ter sentido tanto a crise de 2008, o país passou por uma década bem delicada, com uma crise interna, marcada por uma Selic começando a década com taxas muito elevadas, e, com o governo não conseguindo acertar nas políticas econômicas para reverter isso, o que acabou afetando diretamente o mercado de capitais.

Ações

Conforme dito anteriormente, na década 2010-2019 o Ibovespa teve um crescimento de 57%. Este índice é composto pelas principais ações negociadas na bolsa de valores brasileira. Se formos olhar ação por ação, o Estadão elaborou o ranking das maiores altas é: Sanepar (1.533,27%), Comgás (1.331,89%), Alpargatas (1.226,62%), RaiaDrogasil (1.225,09%), Eztec (1.220,14%), Equatorial (1.1143,69%), Lojas Renner (987,42%), Localiza (921,90%), Unipar (726,01%) e Taesa (709,98%).

Fundos

O Uol também fez um estudo sobre o desempenho dos fundos de investimentos na última década. O fundo campeão foi o AZ Quest Small Mid Caps FC FIA, com valorização de 539,14%, seguido pelo Icatu Vang FC de FI Inflação RF LP (286,95%) e Sul America Inflatie FI RF LP (271,01%).

Isso mostra que o fundo campeão apostou nas small caps, ações de empresas de baixa capitalização. Já o segundo e o terceiro colocados tinham carteiras voltadas em títulos de renda fixa de longo prazo, com foco em superar a inflação.

E você, apurou os resultados das suas aplicações na última década? Já sabe onde vai investir nesta década? Monte sua estratégia de investimentos, lembrando sempre do tripé Risco-Liquidez-Rentabilidade. Diversifique, tenha objetivos por trás dos investimentos e lembre-se que retornos do passado não são garantias de retornos no futuro.












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